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Familia MU3!

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Familia MU3!

Mensagem por nonon em Ter Jun 29, 2010 10:37 pm

Desculpa, mas é que não sei como editar post, nem como excluí-lo e queria pedir pra algum moderador excluir o outro tópico. Dessa vez esse é certo! =$

Prólogo: O guerreiro perdido



Seus olhos rubros estavam completamente perdidos na escuridão daquele lugar. A tal LastTower nunca fora nenhum lugar atrativo, mas nunca imaginara que fosse tão tenebrosa, talvez a verdadeira visão do que era o inferno. Esqueletos se mexiam lançando gritos agudos enquanto tentavam se soltar das correntes que os prendiam. Rios de lava atravessavam toda a extensão do local fazendo com que o lugar fosse impossível de se agüentar. Por sorte, estava esfriando o ar ao seu redor usando a magia de gelo, pois do contrário estaria completamente perdido.
Procurava evitar os monstros que ali habitavam. Não que fossem grandes preocupações, mas preferia não gastar muito sua energia. Já bastava o feitiço de climatização ambiental.
Estava numa missão de varredura. Sua esposa o designara para aquele lugar já fazia algum tempo e já sentia saudades de casa, mas como marido da mais importante das elf’s do continente não poderia fraquejar. Àquele lugar era o palco da última aparição de Kundum então deveria ter cuidado.
Assustou-se ao discernir aquela figura por trás de uma coluna de fogo. Seus instintos lhe gritavam para que corresse, mas preferiu enfrenta-lo.
- Não vai adiantar, aqui ninguém pode me vencer. – A voz era grave e cruel.
Os cabelos castanho-claros eram bem longos e seu rosto era rijo, duro. Sua expressão era séria e seus olhos negros transmitiam um sentimento ruim. A armadura azul estava surrada e tinha algumas manchas de sangue, também presentes nas espadas grandes e pontiagudas.
- Não perderei! – Colunas de fogo começaram a subir uma a uma na direção do garoto.
Quando o alcançou o garoto sorriu, enquanto desaparecia no meio das chamas. Após as chamas se dissiparem, o garoto estava de pé, sem nenhuma queimadura.
- Achou mesmo que esse calorzinho ia me matar, Edson? – Perguntou iniciando uma corrida contra seu alvo.
Edson sorriu e antes que o moreno pudesse alcançá-lo toda a área a sua volta congelou e o moreno estava azul e tremia-se todo. O objetivo de Edson fora apenas aumentar ainda mais a temperatura do corpo do garoto para depois expô-lo a um frio insano. Estava prestes a iniciar um ataque quando a espada do moreno atravessou seu braço banhando-a de sangue.
O moreno estava de pé ainda tendo aqueles tremores, mas uma de suas espadas estava apoiando o corpo dele, enquanto outra estava cravada no braço de Edson.
- Muito esperto, mas deveria ter me matado. – Disse entre um tremor e outro.
A face de susto do mago começou a desaparecer em uma luz branca e logo a espada estava apontada para o nada.
-Teleporte?! – Sorriu o moreno.

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Re: Familia MU3!

Mensagem por nonon em Ter Jun 29, 2010 10:39 pm

Pra compensar o meu erro da otra vez, vo postar o 1° cap, dessa vez fico melhor ^^"

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Segundo capítulo!

Mensagem por nonon em Ter Jun 29, 2010 10:53 pm

Capítulo I: O retorno do filho pródigo

Os cabelos rubros estavam arrumados naquele penteado para trás, deixando duas mechas caindo no meio do rosto. Os olhos vermelhos como rubis de sangue fitavam a grama mórbida que a cada vez que suas botas pisavam faziam um barulho característico. O vento forte zunia em seus ouvidos e fazia sua capa negra esvoaçar fortemente. Nas suas costas, presa em um objeto próprio para ela, aquela foice prateada se destacava com sua lâmina afiada. Não usava sua armadura então se movimentava com mais facilidade.
Ao contrário do mais velho, o mais novo estava vestido com sua armadura vermelha com detalhes de dragão. Os cabelos eram mais lisos e alguns fios eram levados com o vento. Em suas mãos as espadas douradas estavam banhadas em sangue de gigantes que viviam naquela região.
- Velhão, não dá pra você atacar não? – Perguntou o menor ao cortar outro gigante com sua espada.
- O nenenzinho não pode nem com esses fracotes que só tem tamanho? – Disse com um sorriso sarcástico se desviando de uma machadada de um dos gigantes.
O que possuía uma foice fez aparecer em sua mão uma bola de fogo e essa disparou contra o gigante, perfurando-o. Aos poucos, os gigantes começaram a aparecer e se aglomerar. Não que isso fosse motivo de preocupação, eram fortes o suficiente para matá-los, mas isso os faria perder tempo.
Não querendo prolongar a situação, o mais velho levantou uma das mãos aos céus, e então, estranhos vultos negros começaram a rodear o local e após algum tempo os gigantes já estavam no chão.
- Já fazia tempo que não o via usar o Spirit, Velhão! – Disse o mais novo guardando as espadas em suas bainhas que ficavam nas costas.
- Vamos, já perdemos tempo demais! – Disse o mais velho se dirigindo a uma caverna.
O mais novo fitou, com seus olhos azuis, o ruivo ao seu lado. Já fazia tanto tempo que estavam viajando pelo continente que nunca imaginara como seria sua volta à Devias. Estivera viajando com seu pai durante muitos anos e vira monstros inimagináveis e criaturas terrivelmente cruéis. Sempre sentira saudades de casa, mas nunca mencionara nada ao pai.
- Pai, como será que estão todos? – Disse, as íris azuis tremendo.
- Há quanto tempo não ouço você me chamar de pai, deve estar realmente nervoso. – O olhar rubro percorreu a entrada da caverna. Voltou para o filho e sorriu. – Estão todos bem! – E sem dizer mais nada, entrou seguido pelo filho.
Passaram um dia inteiro viajando. Aquela caverna era a melhor maneira de chegar a cidade gelada, pois evitava 3 dias de viajem contornando a base. Os dois guerreiros sempre juntos e andando lado à lado. Em seus corações havia a expectativa de uma boa chegada, imaginavam mil reações de seus familiares sempre seguindo incessantemente.

***

A chama de fogo que havia sido acendida em sua mão estava começando a vacilar. Seu filho estava com um olhar cansado. Haviam andado um dia inteiro pelo interior da montanha que separavam Lorencia de Devias. Tinha de admitir que estava tão cansado quanto o filho, mas preferira terminar logo aquele trajeto. E tinha razão em tê-lo feito, pois ao julgar pelo vento frio que roçava em seus rostos, estavam próximos da saída.
-Não falta muito, Rick! – Disse ao filho enquanto aumentava a intensidade da chama aquecendo-os.
- Que bom! – Disse com um tom cansado pisando numa superfície fria e macia. – Neve! – Exclamou ao constatar o que era.
Haviam passado tanto tempo atravessando o deserto de Tarkan que nem se lembrava mais de como era a neve. Rick parecia uma criança que via a neve pela primeira vez. Que era uma criança, isso era evidente, mas nem era tão novo assim. Tinha apenas 15 anos e era um prodígio no estilo de espada dupla, um verdadeiro guerreiro.
Quando ainda muito novo, perdera seus pais e então fora criado pela família de Arnon e sua amizade com o ruivo crescera tanto que o adotara como um pai. Arnon no início não gostara muito da idéia, era muito novo para ter um filho, mas com o tempo ele se acostumara e passou a considerá-lo como um filho.
- A neve me trás tantas lembranças! – Disse Rick um tanto nostálgico.
- Sim... – Concordou o mais velho.
Por um momento Arnon foi até seu passado. Imagens entupiram a mente do garoto. Uma tempestade de neve, uma lança perfurando sua barriga e a neve vermelha manchada de sangue. Suspirou tentando esvair esses pensamentos, ainda não era hora para ficar relembrando esses momentos.
Não demorou para que chegassem ao final da caverna. A luz invadia seus olhos e os obrigavam a protegê-los com as mãos. Depois do primeiro impacto com a luz forte, seus olhos se abriram para um amontoado de cabanas de madeira completamente forradas por uma camada espessa de neve, um espetáculo de flocos de neve dançava à mercê do vento gelado.
As pessoas andavam por todos os lugares, uns com seus casacos, outros com suas armaduras. Alguns caminhavam imponentes perante a multidão e outros jovens estavam de maneira mais humilde e com alguns arranhões. Devias, a cidade do gelo, sua terra natal.
- Nossa, está mais movimentada do que antes! – Admirou-se o mais novo. – Como vamos procurar a casa da vovó? – Perguntou, enquanto sua atenção voltava-se para uma aglomeração de guerreiros na ponte da cidade.
- Se conheço bem meu irmão, tenho certeza de que ele é o motivo de tanta gente surrada. – Disse apontando para um grupo deitado na neve mostrando-se bem cansados.
- É verdade! O titio é bem agressivo... – Disse com uma gota pendendo em seu cenho.
Resolveram então se aproximar da multidão, mas resolveram se disfarçar. Arnon colocou uma máscara especial que sempre usava nessas ocasiões e Rick colocou seu elmo que mais parecia uma cabeça de dragão.

***

No meio daquela multidão um garoto, com duas gigantescas e pontiagudas espadas, olhava com arrogância para todos os outros guerreiros. Gritava para eles chamando-os de covarde. Certamente provocava a todos com toda aquela arrogância e não demorou muito para que, aos montes, os guerreiros mais impaciente – a maioria Cavaleiros – dispararam contra o garoto que sem muito esforço derrubou-os com apenas alguns golpes das espadas pontiagudas e exageradamente grandes, quase sendo maior que uma lança. Assustou-se um pouco quando um estranho brilho azul caiu perto de seu corpo causando grande explosão e abrindo uma cratera de tamanho considerável.
Uma luz azul começou a se formar no meio da multidão e loco abriu-se um caminho. Uma grossa e intensa luz vindo em sua direção. Em reflexo, colocou suas espadas em uma espécie de “X” esperando que defendesse todo aquele brilho. Não sabia se iria defender tal golpe, pois ele impedia que olhasse, porque o brilho incomodava seus olhos, obrigando-o a fechá-los.
Estranhou não sentir o impacto do golpe, e quando seus olhos conseguiram enxergar algo, pôde distinguir aquela capa negra a sua frente enquanto ele produzia o mesmo tipo de ataque para contra-atacar.
- Não precisava da sua ajuda! – Disse o garoto retomando sua postura arrogante.
- Claro que não, você ia conseguir defender um Aqua Bean do Drake com suas espadas. – Riu o mais velho sacando a foice das costas. – Mamãe vai nos matar se souber dessa confusão...
Os dois riram enquanto lutavam com alguns guerreiros. Eram bons na arte física, mas Arnon tinha a vantagem das artes mágicas. Era um híbrido entre um mago e entre um guerreiro, mas detinha o melhor dos dois. Fazia alguns magos saírem queimados devido à suas paredes de chama que se erguiam da terra, enquanto congelava os cavaleiros para que seu irmão os derrubasse com suas espadas. O sorriso maroto do garoto se abria a cada um que ele derrubava. A arrogância inicial era apenas uma maneira de provocar os demais, seu objetivo sempre fora a glória de vencer a batalha.
Rick preferira ficar por fora, sabendo que certa elf poderia aparecer e acabar com a festa de todo mundo. Era perigoso estar no meio daquela bagunça caso ela decidisse começar a atirar flechas, ou pior, chamar o seu amigo Bali pra poder bater nos baderneiros.
Não demorou muito para que o garoto, munido de sua máscara e completamente disfarçado, avistasse aquela elf imponente atravessando o cenário de corpos estirados no chão. Não que estivessem mortos, mas com toda a certeza estavam cansados ou desacordados.
Arnon quase teve uma síncope quando viu, bem na sua frente, aquela armadura rosa, com suas sedas esvoaçando graciosamente sobre o vento, se misturando aos cabelos loiros. Os olhos azuis fitando-o com extrema repreensão. Pensou em correr, mas viu o arco, as costas dela, se mexer mostrando que estava preparado para acertar qualquer um que tentasse escapar. O sorriso maroto do mais novo foi vacilando até se tornar em uma expressão de medo, estavam encrencados.
- Que bom saber que meu filho mais velho voltou. – Disse com um sorriso sinistro brincando em seus lábios. – Que bom ver que já se exercitaram. – Fechou os olhos inclinando um pouco a cabeça. O arco rosa e em formato de um morcego já em suas mãos. – Porque nesse momento estou com vontade de brincar de tiro ao alvo.
- Caio, é melhor correr. – Dizia Arnon se afastando lentamente, mas ao olhar para os lados, vê que o garoto já disparara em uma corrida pela ponte. – Sempre sobra pra mim...
Rick ria de Arnon que tentava desviar as flechas da mãe correndo em disparada pelos arredores, algumas vezes rebatendo com a foice. Sua expressão era de puro assombro, se alguma daquelas flechas o acertasse, ele certamente não sobreviveria.
- Mãe para, por favor, para! – O garoto por pouco não fora acertado por uma flecha que passara girando e penetrara em uma árvore continuando seu trajeto. – Para, por favor! – A essa altura já chorava de medo.
Quando a mulher percebeu que o garoto já havia aprendido a sua lição, guardou novamente o arco em suas costas. O garoto caiu no chão aliviado por ainda estar vivo depois daquelas ofensivas.
Rick resolveu sair de seu lugar, retirando seu capacete e a máscara negra que tampava o rosto até o nariz. Bagunçou um pouco os cabelos e abraçou a mulher de maneira carinhosa. A loira retribui o abraço.
- Vovó...Que saudades – Disse abraçado à elf, mas por algum motivo seu alerta de perigo apitou.
-Do que você me chamou, querido? – A mulher abria aquele sorriso sinistro e fechava os olhos.
- Eu quis dizer, Jovem Moça! – Apressou-se enquanto um sorriso carinhoso brotou nos lábios da linda mulher.
- Você cresceu nesses últimos anos, Rick. Ainda lembro de você pequenino, com seus 10 anos. Tão bonitinho! – Seus olhos brilhavam com a recordação.
A esta altura, Caio já voltava com muita cautela, averiguando de que o perigo havia passado. Arnon o olhou muito irritado.
- Obrigado por me deixar aqui com uma Daniela furiosa. – Disse o ruivo, enquanto se levantava.
- Ela está sobrecarregada com o Conselho. Eu é que não ficaria aqui pra receber a punição da mamãe! – Riu do irmão, retirando o capacete de dragão azul mostrando seus cabelos castanhos claros. Os olhos negros fitando o irmão e aquele sorriso travesso estampado nos olhos.
Certamente Caio não crescera muito desde que o vira pela última vez, mas seu espírito travesso e brincalhão não mudara nem um pouco, talvez até aumentara com a força extra que ganhara. Sempre fora dotado de grande condicionamento físico, mas os cinco anos que se passara fizera muito bem ao garoto. Seu rosto ainda era redondo, com expressões infantis, mas certamente desenvolvera-se bem rápido, tendo missões geralmente mais difíceis do que os de sua idade.
A mulher de cabelos loiros e olhos azuis se aproximou de Arnon, com aquele olhar amoroso e cheio de carinho. Nem parecera a atiradora implacável de antes. Daniela era de veras a elfa mais importante de todo o continente. Reconhecida por sua dedicação em relação aos cidadãos do continente foi sendo promovida de cargo até chegar ao controle máximo que agora ocupava. Sobre ela havia um peso muito grande de responsabilidades, mas que ela parecia agüentar bem.
A administração do Continente, antes da quase libertação de Kundum, era através de uma corte formada pela burguesia mais influente de toda a região, com a realeza governando soberana e absoluta sobre os demais, mas com o ataque de Kundum quase toda a realeza fora morta, sobrando poucos desses ainda vivos. Após tal catástrofe, deixaram de existir reis que pudessem governar, então o conselho assumira o controle de toda a situação.
O conselho do continente fora criado após a guerra contra Kundum e aqueles que sobreviveram à batalha contra o mesmo eram os membros que faziam parte dessa instituição. Eles passaram a governar todo o continente e tomavam conta de tudo, esperando conter o mais terrível dos monstros já vistos em toda a terra.
Daniela abraçara o filho da maneira maternal de sempre, festejando a volta de seu primogênito, embora ainda não conseguisse esconder certa preocupação com algo. Arnon notou essa ruga de preocupação, mas resolveu não estragar o bom momento.
- Esse foi o tipo de recepção que eu esperei, não uma verdadeira chuva de flechas mortais. – Riu ao se lembrar da situação que se metera.
- A culpa é sua e sua também! – Lançou um olhar de repreensão para o filho mais novo que deu de ombros.
Arnon contara um pouco sobre suas aventuras fora de casa e ela impressionava-se em ouvir os relatos das descobertas que seu filho mais velho fizera, mas ainda assim não conseguia afastar a preocupação que vez ou outra lhe tomava a face. Arnon percebeu isso e resolveu deixa-la trabalhar. Conhecia bem sua mãe, não conseguia se manter fora do trabalho por muito tempo, tinha receio de que algo acontecesse enquanto estivesse fora do seu posto.
- Mamãe, estou um pouco cansado. – Disse com um suspiro. Realmente estava.
- Bom, então vou voltar para o escritório, tenho algo a resolver. Você sabe onde fica a chave. – Disse já desaparecendo no meio da neve branca em direção a um enorme prédio de madeira. Tinha muita coisa a fazer.
Rick resolvera andar um pouco com Caio. Arnon não achava boa idéia, provavelmente se meteriam em alguma encrenca, mas desde que estivesse com o moreno, estaria bem, com alguns arranhões talvez, mas bem.

***

Certamente a casa da família não mudara muito. Ainda exalava aquele ar tão quentinho e tão aconchegante de sempre. Toda a casa era em madeira bem antiga com móveis coloniais. Um ambiente requintado e com um luxo modesto. Não demorou para achar o sofá que ficava na sala de estar. Deitou-se nele.
- Ainda bem que papai esquentou o ambiente com magia. – Disse aproveitando-se do calor e esquentando-se aos poucos. Gostava do frio, mas ainda era cedo pra que seu corpo se reacostumasse com o gelo de Devias.
Arnon deu-se conta de que não vira seu pai, então tentou se lembrar da última vez que o vira, mas ainda não se lembrava bem. Suas memórias não eram boas devido ao acidente na época do ataque de Kundum. Pelo que soubera, ele batera a cabeça na hora do ataque e sofrera um estado de amnésia e desde então tinha dificuldades em se lembrar de antes do acidente. Apenas algumas imagens confusas em que algumas faziam sentido e outras não. Era algo confuso, mas ele já se acostumara com isso. Seguia em frente com seu objetivo: Encontrar a maneira de selar terminantemente Kundum.
Deu-se conta de que já passara algum tempo e que seus músculos já estariam relaxados. Queria ficar ali, mas sentira falta de um lugar e queria ir lá.
Subira as escadas de madeira envernizada chegando ao terceiro quarto do corredor. Olhara bem a porta antes de entrar. Estava com medo de encontrar uma verdadeira acumulação de teias de aranha. Já fazia cinco anos que não arrumava o quarto.
Qual foi a surpresa de ao entrar seu quarto estar tão arrumado quanto deixara.
- Obrigado mamãe, você é demais! – Sorriu, trocando de roupa e deixando sua foice em seu quarto.
Colocara um casaco preto e uma calça comprida da mesma cor. Não queria pegar nenhum resfriado, então se agasalhou bem antes de sair para o frio de Devias. O frio piorava com o entardecer e ele se encolhia dentro das roupas. Ficou tentado a voltar para casa, mas ainda queria ir até aquele lugar. Seus passos eram curtos e cada vez mais calmos. Suas lembranças ainda voavam em sua mente em feixes desconexos, mas a neve branca, imaculável e calma passava tranqüilidade.
Demorou um pouco, mas quando percebeu, aqueles portões de ferro de cor negra já estavam à sua frente. Pôs suas mãos no portão e disse as seguintes palavras:
- Platinum Royal! – Os portões negros se abriram.
Caminhou pelo pátio do castelo de pedras cinza, já coberto pelas camadas brancas de neve. O garoto pisou naquele pátio e adentrou pela porta de madeira que estava a sua frente.
Viu aquelas pessoas em trajes majestosos, com vestes luxuosas bailando ao som de uma música agradável. Os odores variados dos pratos ao canto eram maravilhosos!
Quando suas lembranças se esvaíram, viu á sua frente uma garota sentada em uma das cadeiras já gastas do castelo de maneira bem elegante. Usava um vestido parecido com aquele que as moças usavam em sua lembrança e certamente a aparência dela lhe era familiar, mas não conseguia se lembrar. Não era novidade.
Os cabelos loiros dela eram loiros e longos, caindo ondulados em sua pele branca, imaculada. O vestido nobre era rosa, cheio de babados brancos. A expressão dela era plácida, calma, mas ao perceber o garoto pareceu mudar para uma expressão nostálgica.
Na mente da loira, suas lembranças fluíram incessantemente em um fluxo insuportável. Queria abraçá-lo, queria tocá-lo, queria beijá-lo, mas certamente não devia. Ele não lembrava de quem ela era então não deveria fazer nenhuma dessas bobeiras. Apenas sorriu docemente, procurando esconder uma profunda tristeza.

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Re: Familia MU3!

Mensagem por nonon em Ter Jun 29, 2010 10:54 pm

Pronto, agora esperem um poquinho pelo segundo capítulo, ele já esta sendo escrito! Família MU3 de volta povo \o/

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Re: Familia MU3!

Mensagem por nonon em Ter Jun 29, 2010 10:55 pm

http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=101750914

Se quiserem ver outras fics minhas tem nessa comu! Embarassed

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Re: Familia MU3!

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